quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tem que ser Cabra da Peste: determinação, planejamento e posicionamento para os novos cenários

Durante 5 anos "cantei" minha sogra para que me desse uma linda escultura de barro de retirantes nordestinos, que hoje é a obra de arte mais valiosa de meu escritório; e, cada pessoa que a vê se encanta. Sempre fui um apaixonado pela cultura do Nordeste, mesmo sendo sulista; o livro Vidas Secas de Graciliano Ramos foi um grande aprendizado e incentivo na luta contra as dificuldades. Então, em 2007 por conta de um evento tive a oportunidade de conhecer um pouco mais a região Nordeste do Brasil e tive a grata satisfação de conhecer Caruaru e o Alto do Moura.

Por acaso fiz um curso de modelagem em Arte Figurativa e um dos artistas era o mesmo que a mais de 35 anos havia criado a peça que hoje tenho em meu escritório e que inclusive é mais velha do que eu. Hoje quando alguns querem tocar nos retirantes logo digo: "Meu querido, muito cudidado", complemento dizendo com sutileza, " pode tocar com os olhos e sentir com o coração"

O Alto do Moura é um lugar espetacular possuíndo uma rusticidade típica do Nordeste brasileiro, humilde na forma de viver e riquíssimos na criatividade e na determinação, ou seja, Cabras da Peste, como dizem o povo de lá.

O pior, que na verdade é o melhor de toda esta história é que adotei a expressão nordestina a minha equipe de trabalho. Quando as coisas não vão bem, ou quando as dificuldades estão surgindo e a equipe está começando a desanimar, chamo todo mundo e conclamo dizendo: "Moçada, tem que ser cabra da peste".

Nestes últimos dias estava navegando na internet e assisti um vídeo fantástico de um nadador de águas congeladas e que demonstra o quanto a determinação dos cabras da peste se faz importante nos momentos cruciais. Confira o depoimento:



Mas ser determinado somente não adianta, ter uma forma de se inspirar quando algo não vai bem tamb-em pode ser algo inócuo. Além de todas estas variáveis o planejamento, o posicionamento, o inter-relacionamento, o desenvolvimento de redes sociais, o profissionalismo e um pouco de visão estratégica ajuda no desenrrolar das questões que em determinados momentos podem parecer insolúveis ou impossíveis de serem executadas.


Primeiramente temos que conduzir nossos pensamentos para a criação de um modelo mental de que tudo é possível, na qual a estratégia e a experiência podem auxiliar, juntamente com o tempo, visto que dá tempo de fazer tudo.


Ainda, melhorar a cada dia os processos e a gestão. Costumo dizer a minha equipe quando temos uma quantidade grande de projetos simultâneos, que "se estamos com dificuldades precisamos melhorar nossa gestão e alocar melhor os recursos, conduzindo-os para um melhor resultado".

Muitas vezes temos que respirar fundo, olhar o cenário onde nos encontramos, pensar um cenário pior e um cenário melhor; o que podemos fazer para piorar ou melhorara situação e quem sabem como o nadador de águas congeladas contou, mudarmos nossa estratégia, definirmos nosso posicionamento e convocarmos os cabras da peste.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quando a Visão é Maior do que a Ação

Muitas empresas pensam no futuro, mas nem todas estão pensando no presente, ou mesmo pensando no mundo das coisas necessárias para o atendimento das necessidades urgentes e que garantem a operação do negócio.

Com estas primeiras linhas vocês irão dizer que além de cético eu não dou valor ao planejamento estratégico. Como não sou nenhum alienado; e, se quisermos fazer um comparativo vulgar, alienado poderia vir de alienígena, ou seja alguém de outro planeta, como muitas vezes temos aos montes nas organizações, o planejamento estratégico e a visão são extremamente importantes no desenvolvimento das organizações, porém, em determinados momentos muito quer se olhar para o futuro e se esquece que o futuro depende substancialmente das ações do presente.

Costumo relacionar estes tipos de situações a uma parábola budista que fala:

" Se quiseres entender o presente, lembre daquilo que você fez no passado. Se quiseres saber como será o seu futuro, veja o que estás fazendo no presente". 

Simplificadamente isto se chama causa e efeito, ou seja: aqui se faz, aqui se paga; e, por vezes se paga caro, principalmente no mundo que impera a ditadura financeira, na qual a cada dia o dinheiro é mais escasso e os juros são mais altos. Esta razão - a de causa e efeito - também serve para a gestão,principalmente quando o processo gerencial entende que fazer o bom não serve e foca a visão no ótimo, criando uma fantasia que idealiza-se, mas não se concretiza de fato, isto se chama utopia. Não sou um estudioso das utopias, mas se você entrar neste link do Wikipedia você entenderá o que eu estou tentando dizer. Clica lá.

Mas então não deveremos ter sonhos? Aspirações? Visões? Para tentar responder vou me debruçar um pouco sobre Ulisses, personagem e herói  Grego retratado por Homero, nas obras Ilíada e Odisseia. Ulisses era um dos maiores estrategistas do período clássico, além de ser um bravo guerreiro, na qual suas estratégias auxiliaram-lhe na guerra, no amor e no combate as manifestações dos Deuses contra suas  expedições. Diz a história que a ideia da construção de um cavalo de madeira para tomar a cidade de Tróia tenha sido uma estratégia criada por este destemido herói.

O que me faz trazer Ulisses para este texto está na lembrança de uma aula de Gestão de Empresas de Cultura e Eventos, que participei na Scuola di Ravello, centro-sul da Itália. Cada grupo de alunos deveria trazer um símbolo que representasse a empresa que o grupo haveria de criar.

Um grupo de alunos traz consigo uma figura de Ulisses sobre uma tartaruga, que trago abaixo:

Mais de 35 pessoas ficarão intrigadas com a imagem, que foi apresentada. E, eu como bom brasileiro e com  uma curiosidade científica do tamanho do mundo, no final da apresentação, perguntei:

Porque da figura de Ulisses sobre uma tartaruga?

Fillippo Petti arqueológo medieval e um grande amigo, explicou-me com grande serenidade:

Ulisses além de um herói era um grande navegador e guerreiro, na qualmuitas das vezes instigava a ira dos Deuses. Em das vezes os Deuses fizeram com que seu barco naufragasse, então Ulisses que era um herói faz um chamado para que uma tartaruga venha lhe salvar. Neste, momento um grande tartaruga marinha aparece e se coloca a disposição de Ulisses para carregá-lo em seu casco. Salvando do naufrágio.


Alguns dias após a aula, fomos visitar Paestum - a cidade de Posseidom, como conhecemos - alvo de outra postagem. No Museu Arqueológico de Paestum, em uma das paredes verifico encravado na pedra a mesma figura apresentada. Volto a Fillippo e digo: Olha o Ulisses e a tartaruga ai novamente.

Volta com seu sábio conhecimento no auge dos seus 30 anos e diz: Esta pedra foi tirado do Templo de Atenas, na qual Ulisses era um de seus protegidos.


Pergunto novamente: O que me intriga na figura é a mão espalmada a frente da testa, como se procurasse algo ao longe.

Neste momento começa a lição que dá nome a este pequeno texto.

Gerardo, porque o "L" nunca conseguiram pronunciar. Ulisses era um estrategista e sabia que para ter visões a longo prazo precisava ter primeiro, os pés no presente, e os olhos no futuro. A tartaruga representa o passo a passo, sólido, lento e persistente. Misturando Ulisses um bravo herói, com determinação e estratégia, juntamente a tartaruga forte, firme, lenta e persistente, não a visão que não possa ser alcançada se as ações no presente não se fizerem de forma concreta e planejada.

Creio que não preciso dizer mais nada leitor. Dentro todos os momentos dos meus 90 dias de Itália, a imagem de Ulisses sobre a Tartaruga vem constantemente em minha mente quando observo organizações que pensam que fazem, acreditam que acreditam e deixam de fazer o mais importante, fortificar o presente e pensar que o futuro depende do agora.

Que os Deuses nos protejam assim como protegeram Ulisses. Salve Atenas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Férias de Inverno: o que a Serra Gaúcha pode mostrar a gestores de turismo de outros destinos?

Nestas férias de inverno, que são apenas para algumas pessoas, mas principalmente para os estudantes ou aqueles privilegiados que podem sair de férias duas vezes ao ano, neste período muitas são alternativas de fruição do tempo livre, visto as infinitas possibilidades existentes em nosso país ou mesmo fora dele.

O que acontece na grande maioria das vezes com as pessoas? Não sabem o que fazer. Não possuem opções. Principalmente para os moradores de cidades litorâneas e que neste período não podem frequentar as praias, já que o inverno trás consigo o frio preponderante da estação.

Os gestores de turismo então, quando chega este período se apavoram, criticam tudo e todos, coitada da tal sazonalidade, palavra de ordem nestes momentos. Ai vem a reflexão. Se temos pessoas querendo fazer alguma coisa; e,  isto quer dizer, predispostas a investirem em seu lazer; se temos tempo, variável do cotidiano extremamente encurralada pelos nossos discursos, visto que, só falamos que falta tempo, que o tempo é curto; e, que não temos tempo para nada. E, temos opções?

Como muito custo temos. Precisamos procurar, por vezes procurar muito, ou criar uma rede de relações, mesmo que on line, para que os amigos possam indicar coisas que podemos frequentar.

Ai vem a pergunta chave desta postagem: O que fazer para atrair e manter o público em qualquer tipo de estação? O que fazer para as pessoas saírem de casa, quando todos querem ficar entocados?

Acho que uma das respostas está no vídeo abaixo. Uma propoganda da CVC Turismo sobre a Serra Gaúcha. Dá uma olhadinha e depois continua lendo.



Compreendeu? Eu explico:

Primeiro de tudo. É necessário saber o que se quer? Quer dizer. Antes disto. O que se é? Em todas as imagens a fotografia como diriam os especialistas em cinema, representa a identidade da região, as características do povo, do relevo, da cultura e inclusive do nãos lugares construídos com foco na tematização.

Sabedores do que se é ou seja, conhecedores da essência do lugar, onde se quer chegar fica fácil, na qual um processo de tematização ordenada pelos períodos do ano ou por meses, juntamente com a criação de eventos que atraiam a atenção das pessoas, fazem com que o lugar seja cobiçado por aqueles que possuem tempo e que possam investir.

Necessita também de uma grande conscientização da população local, na qual a educação para o turismo e para o bem receber, aliada ao desenvolvimento do comercio e da prestação de serviços de excelência, possibilitam a fidelização dos turistas.

Porém, creio que dentre todas estas variáveis a gestão com foco na inovação constante faz com que o envolvimento de tudo e todos possibilitem ao destino um up grade tanto de forma vertical, quanto horizontal. Não se faz nada sem uma gestão compartilhada e efetiva entre iniciativa privada e pública, gerando uma mobilização social que independente dos momentos políticos ou econômicos, o povo por si só não "deixa morrer" o destino.

Na minha a estada a Ravello (Itália) e nestes últimos anos junto ao professor Domenico De Masi, não havia um único momento que em algum encontro, palestra, jantar, entrevista, De Masi não comentasse o nome da cidade de Ravello, divulgando-a e dando credibilidade aquilo que a cidade propõe.

Desta forma, se faz uma gestão efetiva e compartilhada. Cada cidadão tem que carregar consigo uma bandeira do seu destino, a bandeira da promoção do lugar. Pois a promoção aliada ao planejamento e execução de ações publicas e privadas possibilitam a geração de turistas e receitas.

O inverno passa, vem o verão, a neve cai, a praia lota de guardas-sol; e, tudo volta ao normal. Pensamento do comodista que usa o verão para pagar o inverno, ou o inverno para pagar o verão. Que mediocridade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Efeito Maradona: liderança por meio do carisma

Confesso que nunca fui um apaixonado nem pela Argentina e nem por Dieguito; e, em minhas lembranças infantis e juvenis de copa do mundo, quando lembro de Maradona, lembro da cena na qual o atacante sai de mãos dadas com a enfermeira do anti-dopping.

Como minha origem acadêmica vem da Educação Física e do Esporte muitas vezes Dieguito foi alvo das minhas críticas quanto sua postura profissional, na qual muitas vezes os questionamentos estavam em nível de que tipo de pessoa um país inteiro idolatrava e admirava como seu ídolo maior?

Nunca estive em La Boca ou mesmo em um campo de futebol assistindo Diego Armando Maradona, mas estive na periferia de Nápoles, circulando as vias junto ao povo; e, a cada via napolitana me chocavam as imagens de Maradona nas paredes dos prédios, muros, camisetas antigas penduradas nos varais - aqueles varais típicos italianos, bandeiras do Napoli. Nas tabacarias que na Itália vendem de tudo e mais um pouco, tinham camisetas, canecas e suvenirs de Dieguito. Estávamos em 2007 e sua contratação no Napoli foi em 1984.

Uma pergunta não saia da minha cabeça. Porque? O que este intransigente argentino tinha? Fillipo Petti e mais dois senhores de Erculano - cidade próxima de Nápoles me explicaram: "Gerardo, Maradona sei um Dio" Ainda assim eu não entendia. Então foi que Filippo me traduz não para o Português, mas em um napolitano de rachar os ouvidos o que realmente Maradona era para aquela gente.

"Na década de 1980 o Sul da Itália sofrera muito com problemas econômicos-financeiros, sociais; e, para completar não era bem visto pelo resto do país, já que o Norte da Itália possui uma vida econômica mais ativa. Então em 84 surge Maradona com uma chegada triunfal ao estadio San Paolo di Napoli, confesso que é um estadio fantastico, tive a oportunidade circunda-lo. Fica no coração de Napoli e esta rodeado de bandeiras azuis claras com um N de dar inveja a qualquer escudo futebolístico.

Na época Maradona ao descer do helicóptero fala: "Buona Sera Napolitani. Sono molto felicci di essere come voi". (Boa noite napolitanos, Sou muito feliz de ser como vocês). Dá um chute na bola que toma a altura da arquibancada superior. A torcida vai ao delírio.


O poder do futebol e do carisma era tanto que na Copa do Mundo de 1990 realizada na Itália, Dieguito convoca a população de Napoles para torcer para a Argentina, dizendo:

"Durante trezentos e sessenta e quatro dias do ano, vocês são considerados pelo resto do país como estrangeiros e, hoje, têm de fazer o que eles querem, torcendo pela seleção italiana. Eu, por outro lado, sou napolitano durante os trezentos e sessenta e cinco dias do ano"

Além de criar um problema nacional entre sulistas e o resto do país ele mostra para quem quiser ver que sua liderança carismática vai além da habilidade e da mão de Dios que por alguns momentos lhe ajuda.

Depois de um passado negro em sua história de vida, que atire a primeira pedra quem não fez nada que hoje possa envergonhar-se ou ser apenas fatos para uma biografia recheada; e, que recheio tem a de Maradona, a criatura me aparece repaginada em uma copa do mundo que a Argentina com um time de estrelas se classifica apenas na repescagem.

Traja ternos que com certeza devem ser italianos, um corte de cabelo e uma barba de dar inveja a qualquer estilista de moda. Se não bastasse tudo isto e sua história nos campos e fora dele, Dieguito se apresenta como o personagem da copa da Africa do Sul, mostrando a todo o mundo o que um líder carismático pode fazer com um grupo de pessoas. Beijos, abraços, sorrisos e muito alegria. Quem sabe nosso hermano não esta recuperando a forma que tinha quando estava no Napoli? Será que os revezes da vida não foram por que estava longe dos gramados, ou nunca teve alguém que fizesse por ele o que ele esta fazendo pelos atletas? Suposições, meras suposições. Por que Maradona pode queimar minha língua.

Quanta confiança, quanto bom humor; e, vocês sabem, bom humor contagia, entusiasma, inspira. Mesmo que  não entendesse nada de futebol, que acho difícil, sendo um líder carismático e aproximando o grupo para alcançar os seus objetivos a equipe com certeza trabalharia para amenizar as deficiências técnicas do líder. Isto se resume na minha visão em uma simples palavra: Paixão. Ele, Diego Armando Maradona esta apaixonado, quem sabe não apenas pelo futebol e sua boa fase na copa até as quartas de finais, mas pela vida.

E se o significado da palavra entusiasmo que dizer "ter um Deus dentro de si", que sabe os Deuses Napolitanos voltaram a frequentar a alma desta criatura. Deveriam passar também pela alma do comandante da seleção brasileira, que comanda, mas não inspira, não traz alegria, não converge, não agrega. Que sorte que temos um representante fiel da nossa brasilidade chamado Robinho, que traz alegria e joga com a habilidade das raízes dos capoeiras. Um líder carismático. Alguém teria que ser, já que nosso capitão é como era o Dunga, até com o cabelo em pé e cara de brado, mas eficiente; e, burocrático.


Salve Maradona, como diriam os Napolitanos e Robinho "não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar..." Que vençam aqueles que forem competentes e que tenham carisma e alegria, pois o nosso mundo esta muito chato.
 
Pedala Robinho. Pra cima deles meu querido.


sábado, 26 de junho de 2010

Reuniões Intermináveis

Determinadas organizações são caracterizadas pelo grande número de reuniões, bem como, pela longevidade das mesmas, que por vezes duram quase todo o dia. No entendimento da produtividade mais do que uma hora do mesmo assunto e com o mesmo apresentador a atenção e o interesse dos espectadores tendem a diminuírem de forma radical.
Acompanho algumas organizações que conseguem criar um agenda tão abarrotada de reuniões que fazem com que seus gestores não tenham tempo para trabalhar efetivamente junto as suas equipes. Muitas vezes nas reuniões encontramos uma grande quantidade de participantes com seus note books ou black berrys ligados executando qualquer tipo de tarefa que não possuem nenhum vínculo com a reunião na qual eles realmente deveriam estar focados. Apenas de corpo presente, ou seja, de nada adianta estar na sala ou sentado a mesa.
Algumas organizações possuem critérios rígidos para o desenvolvimento de reuniões, desde a construção da pauta, até o tipo de equipamento que pode ou não ser utilizado. Uma sugestões é que a reunião comece antes mesmo dela acontecer, ou seja, que o organizador encaminhe aos participantes juntamente com a pauta o resumo das temáticas que serão apresentadas e discutidas, desta forma, pode-se criar um maior aprofundamento sobre os temas e uma diminuição do tempo, já que conhecendo antecipadamente os participantes podem minimizar os questionamentos que por ventura poderiam ocorrer pela falta de conhecimento do tema. Outra ação do organizador é a definição clara da pauta, com definição de tema e tempo de cada assunto, tentando fazer com que a reunião não passe de duas horas. Caso isto aconteça a reunião se torna um seminário, um workshop, uma palestra, menos uma reunião.Para complentar, o papel do organizador ainda vai além de simplesmente convocar as pessoas, definir as temáticas, o tempo, deve também preparar o local e equipamentos de forma a atender as necessidades do grupo, deve prever possíveis situações que possam interferir no andamento da ação; e, por fim deve traçar mesmo que de forma preliminar os possíveis desdobramentos que cada temática pode gerar no quesito das ações futuras oriundas das questões tratadas. De nada vale uma reunião para não decidir nada, ou mesmo propor um novo encontro entre os participantes. Para os participantes suas atribuições são fazer os deveres de casa e posteriormente participarem de corpo e alma seguindo as recomendações da pauta.
Quanto a pauta é simples. Ela indicará o que acontecerá e quais as ações que serão desenvolvidas, bem como o uso ou não de determinados equipamentos. A pauta também define o tipo de reunião que será desenvolvida, visto que as atualmente muitos são os estilos de reuniões. No almoço ou aqueles que se prolongam além do horário do almoço; as reuniões em pé , que geralmente duram pouquíssimo tempo e geralmente é apenas uma temática; reuniões no carro, quando o tempo no trânsito possibilita a utilização deste tempo trabalho; reuniões on-line ou vídeo conferências, pouco utilizadas,mas que a cada dia tomam um vulto interessante em nosso mundo corporativo.
Dá uma olhadinha no vídeo abaixo e veja o que a tecnologia nos possibilitam para tal formato de reunião.




Tudo bem que esta tecnologia nem todas as empresas possuem, mas creio que todos que possuem um MSN ou mesmo um Skype já podem fazer as suas conexões com áudio e vídeo.
Ultimamente tenho feito reuniões informais na hora do cafezinho para aqueles assuntos menos importantes, para aqueles com uma maior relevância não há como não usar as mesas redondas ou ovaladas e criar aquele clima de Roberto Justos em dia de eliminação do Aprendiz.

Seja eficiente e poupe tempo.