Andre Bocelli sempre foi um inspirador de minhas noites desde que Fernanda, minha esposa adquiriu a algum tempo atrás o cd Romanza. Na minha ida a Itália esta inspiração foi mais intensa, visto que pude acompanhar por alguns dias o maestro Mauro Meli, do teatro La Scala di Milano, um dos profissionais que lançou Bocelli. Suas musicas embalaram minhas caminhas noturnas na Costeira Amalfitana possibilitando ainda mais minha aclimatação e adaptação a cultura italiana e Ravelleza.
Ano passado com a possível vinda do concerto My Christmas a Florianópolis pensei que poderia tornar realidade o meu sonho de Natal. Nada de presentes caros, nada de ceias recheadas, nada de ira a New York ou Paris, que confesso deve ser um espetáculo. Meu sonho de natal é estar com a minha família em harmonia, com saúde e principalmente ver todos felizes. Se puder estar com todos e assistir o concerto de Andrea melhor ainda, mas se ainda não dá, colocamos no You Tube os vídeos e curtimos juntos as canções de natal, imaginando como poderia ser um natal com frio e neve. Um pequeno desejo de João Vitor. Ver a neve no natal.
Desejo a você um Natal com muita harmonia, paz, tranquilidade, saúde e felicidade. Que você esteja perto de alguém que ame.
Confira o video de Andrea Bocelli. My Christimas, feche os olhos e abra um sorriso.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Milhas de Solidariedade: quantas você você já acumulou neste ano?
O final do ano se aproxima e se inicia um clima de solidariedade entre as pessoas, já que o espírito do natal propicia este tipo de sentimento. Será que daria para ter um cartão de milhagens solidária, assim como temos aqueles que pontuam toda a vez que entramos e saímos dos aviões?
O que é ser solidário? Será que sou quando dou meu lugar no acento do ônibus para uma anciã? Para Emile Durkheim, sociólogo Francês (1858-1917), em sua obra intitulada A Divisão do Trabalho afirma que a sociedade era mantida coesa por duas forças de unidade. Uma em relação a pontos de vista semelhantes compartilhados pelas pessoas, por exemplo, valores e crenças religiosas, o que ele denominou de solidariedade mecânica. A outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que foi denominada de solidariedade orgânica.
A solidariedade mecânica é caracterízada na fase primitiva da organização social que se origina das semelhanças psíquicas e sociais (e, até mesmo, físicas) entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, necessária à sobrevivência do grupo, deve a coerção social, baseada na consciência coletiva, ser severa e repressiva. O progresso da divisão do trabalho faz com que a sociedade de solidariedade mecânica se transforme. Já a solidariedade orgânica está na complementação de partes diversificadas. O encontro de interesses complementares cria um laço social novo, ou seja, um outro tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, e que dá origem a uma nova organização social - solidariedade orgânica. Sendo seu fundamento a diversidade, a solidariedade orgânica implica uma maior autonomia, com uma consciência individual muito mais livre.
Trocando em miúdos uma se basea características mais intrisecas e a outra extrínseca ao ser humano e a dinâmica social que ele possui.
Neste mês, várias foram as campanhas solidárias pontuais que me apareceram para contribuir; sendo que em alguns momentos me senti em uma obrigação solidária, gerando créditos solidários na marra. Então, a questão que está posta voltou-se a minha mente por algumas vezes. Será que tem gente que é solidário só no final do ano? Ou pela falta de afinidades com os demais não é solidário por que não sente e não vê?
Isto se reflete em todas as nossas atitudes do nosso dia-a-dia. Cumprimentar as pessoas, abrir uma porta, ser gentil, ajudar quando alguém precisa, elogiar quando algo de bom é realizado. Dar uma carona no guarda-chuva para que a moça não estrague a chapinha e tantos e tantos pequenos gestos diários que além de serem gentis são solidários.
Isto precisa ser ensinado para as novas gerações ou para aqueles que tem um nariz voltado para a lua. Hoje pela manha presenciei uma cena fantástica. Ao abrir a porta de acesso ao prédio uma das nossas colaboradoras observou que havia alguém do lado de fora querendo entrar. Então, Bia com uma xícara na mão e a outra na porta abriu para a passagem do ser que estava do lado de fora. O ser simplesmente passou e deixou um rastro, na teve bom dia, não teve obrigado e não teve nem mesmo um pequeno olhar. Um ato de solidariedade e um ato de falta de educação.
É assim; e, isto acontece todos os dias. Bia fique tranquila, você está acumulando créditos solidários. Um dia isto poderá ser debitado. Mas, não se preocupe. Simplesmente acumule que já está de bom tamanho para ajudar a humanidade e seu entorno.
O que é ser solidário? Será que sou quando dou meu lugar no acento do ônibus para uma anciã? Para Emile Durkheim, sociólogo Francês (1858-1917), em sua obra intitulada A Divisão do Trabalho afirma que a sociedade era mantida coesa por duas forças de unidade. Uma em relação a pontos de vista semelhantes compartilhados pelas pessoas, por exemplo, valores e crenças religiosas, o que ele denominou de solidariedade mecânica. A outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que foi denominada de solidariedade orgânica.
A solidariedade mecânica é caracterízada na fase primitiva da organização social que se origina das semelhanças psíquicas e sociais (e, até mesmo, físicas) entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, necessária à sobrevivência do grupo, deve a coerção social, baseada na consciência coletiva, ser severa e repressiva. O progresso da divisão do trabalho faz com que a sociedade de solidariedade mecânica se transforme. Já a solidariedade orgânica está na complementação de partes diversificadas. O encontro de interesses complementares cria um laço social novo, ou seja, um outro tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, e que dá origem a uma nova organização social - solidariedade orgânica. Sendo seu fundamento a diversidade, a solidariedade orgânica implica uma maior autonomia, com uma consciência individual muito mais livre.
Trocando em miúdos uma se basea características mais intrisecas e a outra extrínseca ao ser humano e a dinâmica social que ele possui.
Neste mês, várias foram as campanhas solidárias pontuais que me apareceram para contribuir; sendo que em alguns momentos me senti em uma obrigação solidária, gerando créditos solidários na marra. Então, a questão que está posta voltou-se a minha mente por algumas vezes. Será que tem gente que é solidário só no final do ano? Ou pela falta de afinidades com os demais não é solidário por que não sente e não vê?
Isto se reflete em todas as nossas atitudes do nosso dia-a-dia. Cumprimentar as pessoas, abrir uma porta, ser gentil, ajudar quando alguém precisa, elogiar quando algo de bom é realizado. Dar uma carona no guarda-chuva para que a moça não estrague a chapinha e tantos e tantos pequenos gestos diários que além de serem gentis são solidários.
Isto precisa ser ensinado para as novas gerações ou para aqueles que tem um nariz voltado para a lua. Hoje pela manha presenciei uma cena fantástica. Ao abrir a porta de acesso ao prédio uma das nossas colaboradoras observou que havia alguém do lado de fora querendo entrar. Então, Bia com uma xícara na mão e a outra na porta abriu para a passagem do ser que estava do lado de fora. O ser simplesmente passou e deixou um rastro, na teve bom dia, não teve obrigado e não teve nem mesmo um pequeno olhar. Um ato de solidariedade e um ato de falta de educação.
É assim; e, isto acontece todos os dias. Bia fique tranquila, você está acumulando créditos solidários. Um dia isto poderá ser debitado. Mas, não se preocupe. Simplesmente acumule que já está de bom tamanho para ajudar a humanidade e seu entorno.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Integrando Pessoas. Multiplicando Resultados
Na última semana de novembro estive desenvolvendo um trabalho junto a equipe da IEDUCORP na cidade de Chapecó, região Oeste do estado de Santa Catarina. Durante dois dias pude transmitir a empresários e colaboradores de organizações da região um pouco dos conceitos pós-industriais, bem como a importância de criar equipes e desenvolver competências inter-pessoais.

A primeira etapa do conteúdo abordado está na vinculação sócio-cultural de trabalho, na categoria industrial e na pós-industrial. Como princípios do modelo industrial temos para Alvin Toffler a padronização, a especialização, a sincronização, a concentração, maximização e a centralização. Estes compuseram e ainda compõem organizações neste modelo que também propícia a pouca integração visto o fracionamento das ações de trabalho e a maior busca pela maximização de resultados em um menor tempo de operação.
Já os trabalhadores pós-industriais para Domenico De Masi assim como suas organizações estão calcados na intelectualização, na criatividade, na ética, estética, feminilização, subjetividade, afetividade, desestruturação e na busca pela qualidade de vida.
No foco da desestruturação cabe apenas um lembrete: as variáveis pricinpais para este entendimento se relaciona ao tempo, ao espaço, as relações sociais. Quanto ao tempo hoje o tempo destinado ao trabalho está vinculado ao tempo do cérebro, ou seja, os mentes-de-obra nunca param de pensar; e, em consequência disto nunca param de trabalhar. O cérebro é a maior ferramenta de trabalho auxiliada pelos equipamentos tecnológicos, como os computadores, iPads, iPhones, internet e e outros apetrechos que ajudam esta relação. Com esta caraterização o espaço de trabalho tende a se transformar, bem como por vezes não existir. Não se tem mais um espaço fisico definido para trabalho, qualquer local pode ser um local de trabalho desde que se tenha uma conexão de internet. Hoje estou escrevendo da praça de alimentação da universidade onde atuo. a HUB uma empresa mundial alug escritórios para empresas e profissionais que não os possuem. Este contexto requer um repensar nas relações sociais, de trabalho e de família. Em grande parte estas relações se virutalizam, mas também possibilitam uma ampliação do network, tornando-o global, já que as relações pelas redes sociais podem transpor as esferas geográficas. Já estamos conectados 24 horas por dia, administrando nossos avatares e nossos contatos.
A Geração Y (nascidos a partir de 1990) já estão nos demonstrando estas questões. Confira o vídeo abaixo e fique atento aos detalhes de interação.
Viramos avatares e avatar quer dizer encarnação de um Deus. Os empresários da sala fica me olhando como se eu estivesse falando alguma coisa que não fosse verdade. Complemento uma fala dizendo que não precisam se preocupar em competir com estes garotos e garotas, pois será dificil alcançá-los, se preocupem em gerir a carreira deles de forma que possam interagir em equipes e desenvolver ações que sejam geradoras de resultados. Quem sabe desta forma todos terão sucesso.
Esta manifestação de gerir os geradores deste novo séculos, pois há uma desorientação completa, visto que quando se tem no armário mais de uma gravata azul, fica muito dificil escolher qual dos tons de azul usar, mesmo que todas sejam azuis. Este é o mundo dos Ys. Muitas possibilidades, várias coisas que podem ser desenvolvidas, mas também muitas indecisões e receios. Parece-me que quanto mais possibilidades temos de escolha, mais as escolhas se tornam dificéis de serem feitas. É neste contexto que trago o gerir a carreira. o gestor será muito mais um coach do que qualquer coisa.
Continuo o encontro trazendo para o espaço de aprendizagem as relações de necessidades e desejos, com uma pequena histórinha retiradao do livro La Fantasia e la Concretezza de Domenico De Masi, traduzido para o português como Criatividade.
Esta historinha representa bem os dias atuais, uma correria desenfreada sem ao menos tentarmos compreender o que somos, o que queremos, o que devemos fazer o como nos relacionarmos para alcançar os resultados. Então antes de correr é melhor olhar em volta e definir um percurso, pois simplesmente correr pode se transformar em uma corrida sem propositos ou mesmo sem direção. Correr para sobreviver denota falta de visão estratégica e planejamento, bem como a falta de envolvimento entre equipes de trabalho e suas reais possibildiades de resultados.
Desta forma, para a alteração destes modelos mentais que ainda persistem em nossas organizações algumas dinâmicas de grupos são realizadas para mostrar quanto nosso modelo mental é definido e defini o que nós somos. Isto resulta em um esquema de que para alteramos um possível comportamento, necessitamos alterar um pensamento. Estas variáveis me fazem lembrar quando eu era aluno de Educação Física, na qual aprendiamos que o aprendizado se manifestada em um percurso cognitivo, associativo e autônomo.
Infelizmente não compramos pessoas prontas para determinadas atribuições ou fiunções, compramos por vezes competências, mas como estamos sempre em fase de aprendizado, não temos como fazer como mostra a figura, ou seja, não existe o profissional que você deseja no almoxarifado. Mesmo que tenhamos competências instaladas, estas precisam em determinados momentos, projetos, processos e ações se adequarem a nova realidade ou situação. Esta descontrução gera um movimento interno de adaptação, bem como da utilização das competências individuais em grupo. É neste momento que as interações agregam valor ao negócio, gerando as competências coletivas.
Neste foco as competências podem ser desenhandas não somente pelo conhecimento, habilidades e atitudes, mas também, o incremento da experiência independente da idade do indivíduo, já que experiência não esta relacionada com o conceito de vivência. A atitude vai além da pré-disposição do individuo ou de seu perfil, mas se direciona para o campo do envolvimento e da vontade de realização e da perfonrmance.
Neste viés o envolvimento além das possibildiades de relações inter-pessoais desenvolvidas o envolvimento está calcado na visão, ou seja, qual o sentido do trabalho que executam; nas oportunidades apresentadas, nos incentivos oriundos de suas ações; no impacto gerado por aquilo que se faz; no sentido de fazer parte; e, no seu crescimento.
Estas variáveis devem ser consideradas por gestores e equipes, visto que este movimento gera uma sinergia em torno das causas pessoas e coletivas, dos contratos psicológicos gerados, buscando uma otimização e maximização das ações com foco no resultado.
Integrar pessoas para multiplicarem seus resultados são ações são desenvolvidas nas empresas com foco na geração de competências, como vimos acima. Quando estas são de necessidade técnica os programas de capacitação dão conta das necessidades, porém quando estão na categoria atitude e experiência as necessidades são de programas experienciais em grupo visando uma melhora ou aquisição de comportamentos e pensamentos que possam estar alinhados as necessidades da empresa, desenvolvendo assim uma cultura organizacional que propicie a melhora do resultado.
Cultura organizacional se faz todos os dias, capacitação também, conversa e mais conversa, pois senão os treinamentos, as capacitações, as experiências dentro ou fora da empresa não se perpetuarão e não terão resultados.
" Il faut cultiver notre jardin" Voltaire ("é preciso cultivar nosso jardim")

A primeira etapa do conteúdo abordado está na vinculação sócio-cultural de trabalho, na categoria industrial e na pós-industrial. Como princípios do modelo industrial temos para Alvin Toffler a padronização, a especialização, a sincronização, a concentração, maximização e a centralização. Estes compuseram e ainda compõem organizações neste modelo que também propícia a pouca integração visto o fracionamento das ações de trabalho e a maior busca pela maximização de resultados em um menor tempo de operação.
Já os trabalhadores pós-industriais para Domenico De Masi assim como suas organizações estão calcados na intelectualização, na criatividade, na ética, estética, feminilização, subjetividade, afetividade, desestruturação e na busca pela qualidade de vida.
No foco da desestruturação cabe apenas um lembrete: as variáveis pricinpais para este entendimento se relaciona ao tempo, ao espaço, as relações sociais. Quanto ao tempo hoje o tempo destinado ao trabalho está vinculado ao tempo do cérebro, ou seja, os mentes-de-obra nunca param de pensar; e, em consequência disto nunca param de trabalhar. O cérebro é a maior ferramenta de trabalho auxiliada pelos equipamentos tecnológicos, como os computadores, iPads, iPhones, internet e e outros apetrechos que ajudam esta relação. Com esta caraterização o espaço de trabalho tende a se transformar, bem como por vezes não existir. Não se tem mais um espaço fisico definido para trabalho, qualquer local pode ser um local de trabalho desde que se tenha uma conexão de internet. Hoje estou escrevendo da praça de alimentação da universidade onde atuo. a HUB uma empresa mundial alug escritórios para empresas e profissionais que não os possuem. Este contexto requer um repensar nas relações sociais, de trabalho e de família. Em grande parte estas relações se virutalizam, mas também possibilitam uma ampliação do network, tornando-o global, já que as relações pelas redes sociais podem transpor as esferas geográficas. Já estamos conectados 24 horas por dia, administrando nossos avatares e nossos contatos.
A Geração Y (nascidos a partir de 1990) já estão nos demonstrando estas questões. Confira o vídeo abaixo e fique atento aos detalhes de interação.
Viramos avatares e avatar quer dizer encarnação de um Deus. Os empresários da sala fica me olhando como se eu estivesse falando alguma coisa que não fosse verdade. Complemento uma fala dizendo que não precisam se preocupar em competir com estes garotos e garotas, pois será dificil alcançá-los, se preocupem em gerir a carreira deles de forma que possam interagir em equipes e desenvolver ações que sejam geradoras de resultados. Quem sabe desta forma todos terão sucesso.
Esta manifestação de gerir os geradores deste novo séculos, pois há uma desorientação completa, visto que quando se tem no armário mais de uma gravata azul, fica muito dificil escolher qual dos tons de azul usar, mesmo que todas sejam azuis. Este é o mundo dos Ys. Muitas possibilidades, várias coisas que podem ser desenvolvidas, mas também muitas indecisões e receios. Parece-me que quanto mais possibilidades temos de escolha, mais as escolhas se tornam dificéis de serem feitas. É neste contexto que trago o gerir a carreira. o gestor será muito mais um coach do que qualquer coisa.
Continuo o encontro trazendo para o espaço de aprendizagem as relações de necessidades e desejos, com uma pequena histórinha retiradao do livro La Fantasia e la Concretezza de Domenico De Masi, traduzido para o português como Criatividade.
"Cada manhã na África uma gazela se levanta. Sabe que deverá correr mais rápido do que o leão, ou será comida. Cada manhã na África um leão se levanta. Sabe que deverá correr mais do que a gazela, ou morrerá de fome. Quando o sol surge não importa ser um leão ou uma gazela. É melhor começar a correr".Um tem a necessidade de comer e o outro de não ser comido, mas será que todos os dias devemos correr, ou antes devemos monitorar onde se encontra o leão ou o quanto de esforço é necessário para alcançar a gazela?
Esta historinha representa bem os dias atuais, uma correria desenfreada sem ao menos tentarmos compreender o que somos, o que queremos, o que devemos fazer o como nos relacionarmos para alcançar os resultados. Então antes de correr é melhor olhar em volta e definir um percurso, pois simplesmente correr pode se transformar em uma corrida sem propositos ou mesmo sem direção. Correr para sobreviver denota falta de visão estratégica e planejamento, bem como a falta de envolvimento entre equipes de trabalho e suas reais possibildiades de resultados.
Desta forma, para a alteração destes modelos mentais que ainda persistem em nossas organizações algumas dinâmicas de grupos são realizadas para mostrar quanto nosso modelo mental é definido e defini o que nós somos. Isto resulta em um esquema de que para alteramos um possível comportamento, necessitamos alterar um pensamento. Estas variáveis me fazem lembrar quando eu era aluno de Educação Física, na qual aprendiamos que o aprendizado se manifestada em um percurso cognitivo, associativo e autônomo.
Infelizmente não compramos pessoas prontas para determinadas atribuições ou fiunções, compramos por vezes competências, mas como estamos sempre em fase de aprendizado, não temos como fazer como mostra a figura, ou seja, não existe o profissional que você deseja no almoxarifado. Mesmo que tenhamos competências instaladas, estas precisam em determinados momentos, projetos, processos e ações se adequarem a nova realidade ou situação. Esta descontrução gera um movimento interno de adaptação, bem como da utilização das competências individuais em grupo. É neste momento que as interações agregam valor ao negócio, gerando as competências coletivas.Neste foco as competências podem ser desenhandas não somente pelo conhecimento, habilidades e atitudes, mas também, o incremento da experiência independente da idade do indivíduo, já que experiência não esta relacionada com o conceito de vivência. A atitude vai além da pré-disposição do individuo ou de seu perfil, mas se direciona para o campo do envolvimento e da vontade de realização e da perfonrmance.
Neste viés o envolvimento além das possibildiades de relações inter-pessoais desenvolvidas o envolvimento está calcado na visão, ou seja, qual o sentido do trabalho que executam; nas oportunidades apresentadas, nos incentivos oriundos de suas ações; no impacto gerado por aquilo que se faz; no sentido de fazer parte; e, no seu crescimento.
Estas variáveis devem ser consideradas por gestores e equipes, visto que este movimento gera uma sinergia em torno das causas pessoas e coletivas, dos contratos psicológicos gerados, buscando uma otimização e maximização das ações com foco no resultado.
Integrar pessoas para multiplicarem seus resultados são ações são desenvolvidas nas empresas com foco na geração de competências, como vimos acima. Quando estas são de necessidade técnica os programas de capacitação dão conta das necessidades, porém quando estão na categoria atitude e experiência as necessidades são de programas experienciais em grupo visando uma melhora ou aquisição de comportamentos e pensamentos que possam estar alinhados as necessidades da empresa, desenvolvendo assim uma cultura organizacional que propicie a melhora do resultado.
Cultura organizacional se faz todos os dias, capacitação também, conversa e mais conversa, pois senão os treinamentos, as capacitações, as experiências dentro ou fora da empresa não se perpetuarão e não terão resultados.
" Il faut cultiver notre jardin" Voltaire ("é preciso cultivar nosso jardim")
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Eventos e as Redes Sociais
As redes sociais são um dos maiores fenômenos da comunicação e marketing nestes últimos anos, visto que sua utilização que inicialmente estava na composição dos relacionamentos sociais hoje possui diversos tipos de utilização, seja corporativa, de promoção, de pesquisa e outras formas que a cada dia se transforma.
A utilização das redes sociais para eventos e como estratégias de marketing são consideradas como uma ação que não pode deixar mais de existir no composto de comunicação e marketing das empresas promotoras e organizadoras de eventos, bem como que qualquer empresa.
Especificamente para eventos a utilização das redes sociais como facebook, twitter, orkut, flickr, youtube e outras estão compondo todas as fases da gestão do evento e se desenvolvendo de forma alinhada ao conceito bellow the line.
Na fase inicial do evento constituída pela concepção e dimensionamento, as redes socias são utilizadas como ferramenta para a determinação das necessidades e desejos, bem como do dimensionamento do target.
Na fase de criação do produto, as redes sociais se vinculam ao desenvolvimento de ações relacionamento entre os possíveis stakeholders.
Na fase de comercialização acontece o momento de ativar a comunicação, visto que o conteúdo e os stakeholders já estão definidos. A ativação da comunicação e marketing nas redes sociais podem ser categorizadas como redes de relacionamentos; disseminação de informações pontuais; apresentação de resultados; geração e interação de conteúdos; compartilhamento de imagens, vídeos e sons. Se bem dimensionada e trabalhada as redes podem potencializar as inscrições de participantes do evento, aumentando a receita e gerando novos expectadores de outras esferas geográficas tanto no quesito presencial quanto virtual.
Durante a pré-produção do evento as ações podem ser desenvolvidas no foco de Assessoria de Imprensa on line, na atualização de dados de conteúdo e de mídia. Pode também ampliar o espectro das inter-relações entre os participantes buscando identificar as espectativas e iniciar discussões pré-evento.
Na fase de produção do evento, ou seja quando as ações iniciam na sede de sua realização, as redes atuam de forma a comunicar os acontecimentos em tempo real, por meio virtual, possibilitando aos expectadores que não poderam estar no local do evento ou que escolheram a forma virtual de participação, acompanhar as ações e interagir.
Durante o pós-evento as redes auxiliam no prolongamento do evento, sendo um meio de perpetuar discussões, conteúdos e na criação de grupos de diálogos, bem como na fidelização dos participantes e na agregação de novos participantes para futuras ações. Estar junto as redes sociais e atuando de forma direcionada ao target faz com que se obtenha resultados maximizados, visto a possibilidade de amplitude gerada pelas redes.
A utilização das redes sociais para eventos e como estratégias de marketing são consideradas como uma ação que não pode deixar mais de existir no composto de comunicação e marketing das empresas promotoras e organizadoras de eventos, bem como que qualquer empresa.
Especificamente para eventos a utilização das redes sociais como facebook, twitter, orkut, flickr, youtube e outras estão compondo todas as fases da gestão do evento e se desenvolvendo de forma alinhada ao conceito bellow the line.
Na fase inicial do evento constituída pela concepção e dimensionamento, as redes socias são utilizadas como ferramenta para a determinação das necessidades e desejos, bem como do dimensionamento do target.
Na fase de criação do produto, as redes sociais se vinculam ao desenvolvimento de ações relacionamento entre os possíveis stakeholders.
Na fase de comercialização acontece o momento de ativar a comunicação, visto que o conteúdo e os stakeholders já estão definidos. A ativação da comunicação e marketing nas redes sociais podem ser categorizadas como redes de relacionamentos; disseminação de informações pontuais; apresentação de resultados; geração e interação de conteúdos; compartilhamento de imagens, vídeos e sons. Se bem dimensionada e trabalhada as redes podem potencializar as inscrições de participantes do evento, aumentando a receita e gerando novos expectadores de outras esferas geográficas tanto no quesito presencial quanto virtual.
Durante a pré-produção do evento as ações podem ser desenvolvidas no foco de Assessoria de Imprensa on line, na atualização de dados de conteúdo e de mídia. Pode também ampliar o espectro das inter-relações entre os participantes buscando identificar as espectativas e iniciar discussões pré-evento.
Na fase de produção do evento, ou seja quando as ações iniciam na sede de sua realização, as redes atuam de forma a comunicar os acontecimentos em tempo real, por meio virtual, possibilitando aos expectadores que não poderam estar no local do evento ou que escolheram a forma virtual de participação, acompanhar as ações e interagir.
Durante o pós-evento as redes auxiliam no prolongamento do evento, sendo um meio de perpetuar discussões, conteúdos e na criação de grupos de diálogos, bem como na fidelização dos participantes e na agregação de novos participantes para futuras ações. Estar junto as redes sociais e atuando de forma direcionada ao target faz com que se obtenha resultados maximizados, visto a possibilidade de amplitude gerada pelas redes.
domingo, 14 de novembro de 2010
Minha diarista é pós-industrial
Liliane é uma paraense que esta ensinando sua família a ser pós-industrial mesmo sendo diarista; trabalha por que gosta e consegue viver do seu jeito e ser feliz ao mesmo tempo. Depois de meu período sabático em 2007 no sul da Itália junto ao escritor do livro Ócio Criativo, o sociólogo Domenico De Masi, voltei a Brasil convicto que poderia manter as coisas que eu fazia na Itália e ainda transformar as formas de trabalho e vida de minha esposa, visto que ela é também um mente-de-obra.
Depois de algum treinamento intensivo Fernanda, minha esposa conseguiu compreender que as coisas prazerosas podem ser feitas juntamente com o trabalho; que o trabalho pode virar algo que lhe gere conhecimento e informações ao mesmo tempo que pode ter um tempo menor do que estamos acostumados. Então, depois de algum tempo a compreensão se manifestou na prática e hoje ao invés de ser dominada pelo relógio e pelas ocupações enfadonhas Fernanda antede seus alunos de Língua Inglesa de acordo com a demanda e com as possibilidades, tanto deles, quanto dela. O mais interessante é que trabalha menos, se estressa menos, aprende mais, se relaciona melhor e para completar, ganha mais do que ganhava antes, quando trabalhava em franquias ou escolas. Pode ainda utilizar seu tempo livre para fazer pilates, cuidar do filho, levar a cachorra na petshop e fazer naturologia.
Parece fácil não é mesmo? Que nada! levei alguns meses para fazer com que deixasse a escola e entendesse que a vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo; e, que o espaço de trabalho não existe mais, que tempo é algo realmente relativo, como já dizia aquele cara da língua de fora do do cabelo arrepiado. Mas se desvenciliar das amarras de uma mesa para sentar, de um chefe para cutucar e de uma horário para cumprir é complicado. os sociólogos poderiam chamar isto de alienação.
Agora o que eu não esperava era que Liliane nossa diarista fosse industrial sem mesmo ter lido uma linha de Domenico De Masi, Ricardo Senler ou qualquer outro autor que fale sobre trabalho pós-industrial. Quando fizemos o nosso contrato de trabalho, dissemos: você pode chegar perto das 7h30m e ficar até a hora que terminar o trabalho e se quiseres te damos uma carona antes de deixar o pequeno no colégio, que fica por acaso perto da sua casa. Não precisa vir aos sábados e quando precisarmos combinamos antecipadamente quando é necessário ficar mais ou menos tempo, almoça conosco.
Coisa boa não é mesmo?. O pior é que pensamos que ela não iria aceitar, pois quando se fala em não ter horário para chegar, se fala também em não ter horário para sair. Ela aceitou e começamos então a vigorar o nosso contrato.
Chega cada dia em um horário diferente, mas sempre antes das 8 da manhã. Faz todo o trabalho e volta e meia esta pronta antes de nós para sairmos para a escola do João Vitor. Trabalha em outros lugares sem nada fixo para completar a renda. É apaixonada pelos nossos animais de estimação e chama nosso filho de filho. Cuida da casa que é um beleza e adora cozinhar. Faz aquilo com um prazer danado. Escuta música, canta e limpa que é um espetáculo. Faz escambo, por que troca com as suas patroas sua faxina pro produtos de beleza e esta sempre "embonecada". Muitas vezes ouvimos ela ao telefone conversando com sua família e dizendo que está feliz, que trabalha pouco, ganha para viver bem e conta que tá fazendo até academia.
Seus irmão volta e meia lhe dizem que este trabalho não é trabalho. Aqui tá a peça chave. Entendemos trabalho como algo penoso, que desgasta, cansa e tortura. Alguns realmente são assim, mas cabe ao sujeito criar um modelo mental que possa alterar sua atitude frente a ação laboral.
É o que Liliane faz. Precisa trabalhar, não é letrada, mas tem sabedoria e consegue entender que quanto melhor for a sua faxina, quanto mais organizado for o guarda-roupas do cliente, mas ela pode cobrar e menos precisa trabalhar. Uma lógica simples e que se vincula ao profissionalismo e a excelência na prestação de serviço. Imaginemos se Liliane tivesse a oportunidade de ler o Ócio Criativo. Melhor nem pensar, senão perderia a nossa diarista, que virou mensal.
Aquela percepção de um lugar para sentar e colocar o casaco nos dias de frio tende a cada dia acabar. O tempo de trabalho como eram classificados pelos autores de lazer e recreção, dividindo-o em trabalho e tempo livre, creio que não vai mais existir.
Fernanda e Liliane não sofrem de estresse, L.E.R e demais doenças da aceleração. Seus chefes que 99% são seus clientes entendem se chegarem atrasados por causa do trânsito ou por que o filho ou sobrinho ficaram doentes.
Dizia dia destas a meus alunos: Quando alguém é excelente em sua profissão, ou seja faz melhor que os demais, todos entendem e relevam alguns atrasos, faltas e coisas do gênero, por que se sabe que será difícil achar um outro cérebro ou serviço do mesmo nível. Agora quando se é igual aos demais, não tem jeito não; terás que bater o ponto e muitas vezes ficar esperando a hora passar para ir para casa.
A formula é simples. Excelência e visão de que tudo isto que vivemos é transitório.
Depois de algum treinamento intensivo Fernanda, minha esposa conseguiu compreender que as coisas prazerosas podem ser feitas juntamente com o trabalho; que o trabalho pode virar algo que lhe gere conhecimento e informações ao mesmo tempo que pode ter um tempo menor do que estamos acostumados. Então, depois de algum tempo a compreensão se manifestou na prática e hoje ao invés de ser dominada pelo relógio e pelas ocupações enfadonhas Fernanda antede seus alunos de Língua Inglesa de acordo com a demanda e com as possibilidades, tanto deles, quanto dela. O mais interessante é que trabalha menos, se estressa menos, aprende mais, se relaciona melhor e para completar, ganha mais do que ganhava antes, quando trabalhava em franquias ou escolas. Pode ainda utilizar seu tempo livre para fazer pilates, cuidar do filho, levar a cachorra na petshop e fazer naturologia.
Parece fácil não é mesmo? Que nada! levei alguns meses para fazer com que deixasse a escola e entendesse que a vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo; e, que o espaço de trabalho não existe mais, que tempo é algo realmente relativo, como já dizia aquele cara da língua de fora do do cabelo arrepiado. Mas se desvenciliar das amarras de uma mesa para sentar, de um chefe para cutucar e de uma horário para cumprir é complicado. os sociólogos poderiam chamar isto de alienação.
Agora o que eu não esperava era que Liliane nossa diarista fosse industrial sem mesmo ter lido uma linha de Domenico De Masi, Ricardo Senler ou qualquer outro autor que fale sobre trabalho pós-industrial. Quando fizemos o nosso contrato de trabalho, dissemos: você pode chegar perto das 7h30m e ficar até a hora que terminar o trabalho e se quiseres te damos uma carona antes de deixar o pequeno no colégio, que fica por acaso perto da sua casa. Não precisa vir aos sábados e quando precisarmos combinamos antecipadamente quando é necessário ficar mais ou menos tempo, almoça conosco.
Coisa boa não é mesmo?. O pior é que pensamos que ela não iria aceitar, pois quando se fala em não ter horário para chegar, se fala também em não ter horário para sair. Ela aceitou e começamos então a vigorar o nosso contrato.
Chega cada dia em um horário diferente, mas sempre antes das 8 da manhã. Faz todo o trabalho e volta e meia esta pronta antes de nós para sairmos para a escola do João Vitor. Trabalha em outros lugares sem nada fixo para completar a renda. É apaixonada pelos nossos animais de estimação e chama nosso filho de filho. Cuida da casa que é um beleza e adora cozinhar. Faz aquilo com um prazer danado. Escuta música, canta e limpa que é um espetáculo. Faz escambo, por que troca com as suas patroas sua faxina pro produtos de beleza e esta sempre "embonecada". Muitas vezes ouvimos ela ao telefone conversando com sua família e dizendo que está feliz, que trabalha pouco, ganha para viver bem e conta que tá fazendo até academia.
Seus irmão volta e meia lhe dizem que este trabalho não é trabalho. Aqui tá a peça chave. Entendemos trabalho como algo penoso, que desgasta, cansa e tortura. Alguns realmente são assim, mas cabe ao sujeito criar um modelo mental que possa alterar sua atitude frente a ação laboral.
É o que Liliane faz. Precisa trabalhar, não é letrada, mas tem sabedoria e consegue entender que quanto melhor for a sua faxina, quanto mais organizado for o guarda-roupas do cliente, mas ela pode cobrar e menos precisa trabalhar. Uma lógica simples e que se vincula ao profissionalismo e a excelência na prestação de serviço. Imaginemos se Liliane tivesse a oportunidade de ler o Ócio Criativo. Melhor nem pensar, senão perderia a nossa diarista, que virou mensal.
Aquela percepção de um lugar para sentar e colocar o casaco nos dias de frio tende a cada dia acabar. O tempo de trabalho como eram classificados pelos autores de lazer e recreção, dividindo-o em trabalho e tempo livre, creio que não vai mais existir.
Fernanda e Liliane não sofrem de estresse, L.E.R e demais doenças da aceleração. Seus chefes que 99% são seus clientes entendem se chegarem atrasados por causa do trânsito ou por que o filho ou sobrinho ficaram doentes.
Dizia dia destas a meus alunos: Quando alguém é excelente em sua profissão, ou seja faz melhor que os demais, todos entendem e relevam alguns atrasos, faltas e coisas do gênero, por que se sabe que será difícil achar um outro cérebro ou serviço do mesmo nível. Agora quando se é igual aos demais, não tem jeito não; terás que bater o ponto e muitas vezes ficar esperando a hora passar para ir para casa.
A formula é simples. Excelência e visão de que tudo isto que vivemos é transitório.
Assinar:
Postagens (Atom)


