quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Milhas de Solidariedade: quantas você você já acumulou neste ano?

O final do ano se aproxima e se inicia um clima de solidariedade entre as pessoas, já que o espírito do natal propicia este tipo de sentimento. Será que daria para ter um cartão de milhagens solidária, assim como temos aqueles que pontuam toda a vez que entramos e saímos dos aviões?

O que é ser solidário? Será que sou quando dou meu lugar no acento do ônibus para uma anciã?   Para Emile Durkheim, sociólogo Francês (1858-1917), em sua obra intitulada A Divisão do Trabalho afirma que a sociedade era mantida coesa por duas forças de unidade. Uma em relação a pontos de vista semelhantes compartilhados pelas pessoas, por exemplo, valores e crenças religiosas, o que ele denominou de solidariedade mecânica. A outra é representada pela divisão do trabalho em profissões especializadas, que foi denominada de solidariedade orgânica.

A solidariedade mecânica  é caracterízada na fase primitiva da organização social que se origina das semelhanças psíquicas e sociais (e, até mesmo, físicas) entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, necessária à sobrevivência do grupo, deve a coerção social, baseada na consciência coletiva, ser severa e repressiva. O progresso da divisão do trabalho faz com que a sociedade de solidariedade mecânica se transforme. Já a solidariedade orgânica está na complementação de partes diversificadas. O encontro de interesses complementares cria um laço social novo, ou seja, um outro tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, e que dá origem a uma nova organização social - solidariedade orgânica. Sendo seu fundamento a diversidade, a solidariedade orgânica implica uma maior autonomia, com uma consciência individual muito mais livre.

 Trocando em miúdos uma se basea características mais intrisecas e a outra extrínseca ao ser humano e a dinâmica social que ele possui.

Neste mês, várias foram as campanhas solidárias pontuais que me apareceram para contribuir; sendo que em alguns momentos me senti em uma obrigação solidária, gerando créditos solidários na marra. Então, a questão que está posta voltou-se a minha mente por algumas vezes. Será que tem gente que é solidário só no final do ano? Ou pela falta de afinidades com os demais não é solidário por que não sente e não vê?

Isto se reflete em todas as nossas atitudes do nosso dia-a-dia. Cumprimentar as pessoas, abrir uma porta, ser gentil, ajudar quando alguém  precisa, elogiar quando algo de bom é realizado. Dar uma carona no guarda-chuva para que a moça não estrague a chapinha e tantos e tantos pequenos gestos diários que além de serem gentis são solidários.

Isto precisa ser ensinado para as novas gerações ou para aqueles que tem um nariz voltado para a lua. Hoje pela manha presenciei uma cena fantástica. Ao abrir a porta de acesso ao prédio uma das nossas colaboradoras observou que havia alguém do lado de fora querendo entrar. Então, Bia com uma xícara na mão e a outra na porta abriu para a passagem do ser que estava do lado de fora. O ser simplesmente passou e deixou um rastro, na teve bom dia, não teve obrigado e não teve nem mesmo um pequeno olhar. Um ato de solidariedade e um ato de falta de educação.

É assim; e, isto acontece todos os dias. Bia fique tranquila, você está acumulando créditos solidários. Um dia isto poderá ser debitado. Mas, não se preocupe. Simplesmente acumule que já está de bom tamanho para ajudar a humanidade e seu entorno.

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